Delegação do Governo Norte-Americano vai a Jerusalém para escolher local da embaixada

07/03/2017

 

Tal como prometeu durante a campanha presidencial, o novo presidente norte-americano parece querer cumprir a sua promessa. Uma pequena delegação representativa da administração dos EUA visitou ontem Jerusalém, num rápido périplo de 24 horas, afim de escolher o melhor local para a provável deslocação da embaixada norte-americana de Tel Aviv, onde atualmente se encontra, para a capital do estado de Israel, Jerusalém.

 

A opinião da delegação é que o melhor lugar para a embaixada será no atual edifício onde se encontra o consulado norte-americana, ou seja, no bairro Amona, no Nº 14 da Rua David Flusser.

 

Segundo Ron de Santis, chefe da delegação, é mais que provável que o presidente Trump cumpra mesmo a sua promessa: "Penso que vai mesmo acontecer" - afirmou de Santis, acrescentando: "Ver isso acontecer 50 anos depois da libertação de Jerusalém vai ser empolgante para muita gente nos EUA, e sei que vai ser muito entusiasmante para muitos israelitas aqui em Jerusalém."

 

Ron de Santis é o responsável atual da sub-comissão da Segurança Nacional, encarregada dos assuntos ligados à segurança das delegações diplomáticas à volta do globo. 

 

DECISÃO CONSTANTEMENTE ADIADA DESDE 1995

 

De Santis mencionou o famoso "Ato da Embaixada de Jerusalém" de 1995, que legisla a mudança da embaixada norte-americana para Jerusalém, mas que inclui ao mesmo tempo uma cláusula que permite adiar a decisão por razões de segurança. 

 

Até agora, vários presidentes, desde Bill Clinton, George W. Bush e Hussein Obama, têm a cada seis meses subscrito essa cláusula. A atual expira no final do próximo mês de Maio, forçando Trump a decidir se irá prolongá-la, ou se simplesmente dará curso à sua concretização.

 

"APOSTO QUE ELE ANUNCIARÁ A MUDANÇA" 

 

Numa conferência de imprensa ontem realizada no Hotel King David, na capital Jerusalém, De Santis afirmou que Donald Trump está numa posição delicada, contudo, acrescentou:"Conhecendo o presidente - ele tem sido um homem de palavra - penso que ele não irá subscrever a cláusula no mesmo mês em que o povo aqui em Jerusalém estará celebrando o 50º aniversário do 'Dia de Jerusalém' Apostaria que ele não o fará e que irá pelo contrário anunciar a mudança da embaixada." 

 

"Não há nenhum outro país no mundo onde não tenhamos a nossa embaixada na capital escolhida por esse país."

 

Nesta rápida visita a Jerusalém, a delegação norte-americana encontrou-se com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, com a ministra das Relações Exteriores Tzipi Hotovely, e com vários membros do Knesset. Estava também planeado um encontro com o presidente do município de Jerusalém, Nir Barkat. Não houve qualquer encontro com líderes palestinianos.

 

Fonte: Últimos Acontecimentos

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