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Você sabia que os israelenses não são colonizadores brancos?

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Os israelenses não podem ser rotulados como colonizadores brancos, desmistificando a narrativa que os classifica como um "empreendimento branco colonial europeu" no Oriente Médio. A diversidade cultural em Israel reflete uma história rica, que abrange o povo judeu e sua diáspora.

Judeus, originários do Oriente Médio, passaram quase dois mil anos dispersos pelo mundo, mantendo sua identidade. Mesmo na Europa, não foram aceitos como cidadãos nacionais, especialmente a partir do século XIX, quando teorias de pureza racial alimentaram o antissemitismo e, posteriormente, o Holocausto.

A população israelense é composta por uma variedade de grupos étnicos. Cerca de 1,9 milhão de cidadãos são árabes, predominantemente muçulmanos, cristãos e drusos. A presença ativa dos árabes na política, representação no parlamento e participação em instituições destaca a integração desses grupos na sociedade israelense.

Os sefarditas, provenientes da Península Ibérica, e os orientais, ou Mizrahim, originários do Oriente Médio e Norte da África, contribuem com mais de 1,5 milhão e 3,5 milhões de cidadãos, respectivamente. Os Beta Israel, ou judeus etíopes, cerca de 150 mil, destacam-se pela migração histórica liderada pelo monge Abba Mahari em 1869.

Os asquenazitas, descendentes das comunidades judaicas na Europa Central e Oriental, totalizando aproximadamente 2,8 milhões, foram gravemente afetados pelo extermínio nazista e desempenharam um papel significativo no surgimento do sionismo.

A presença judaica contínua na Terra de Israel, apesar de expulsões e massacres ao longo dos séculos, é notável. Mesmo em menor número, esses judeus, chamados de orientais ou mizrahim, mantêm uma ligação histórica desde tempos antigos, atravessando impérios como romano, bizantino, árabe, otomano e britânico. Essa diversidade ressalta a complexidade da história israelense, refutando simplificações e estereótipos.

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