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A Ascensão do Sentimento Nacional em Israel entre Árabes e Judeus

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Desde o dia 7 de outubro, Israel testemunhou um aumento significativo na porcentagem de pessoas que se sentem parte integrante do país. Surpreendentemente, não foi apenas a comunidade judaica que experimentou esse fenômeno, mas também a população árabe, que viu um notável incremento em seu sentimento de pertencimento.

Segundo a mais recente pesquisa realizada em novembro de 2023, 70% dos árabes e impressionantes 94% dos judeus em Israel afirmam agora sentir-se parte integrante da nação. Esses números representam um aumento substancial em comparação com a pesquisa anterior, conduzida em junho, onde apenas 48% dos árabes e 85% dos judeus identificavam-se dessa maneira.

Esse crescimento na identidade nacional sugere que os eventos ocorridos desde outubro tiveram um impacto profundo nas percepções das comunidades em relação a Israel. É notável o aumento significativo entre os árabes, indicando uma mudança dinâmica na forma como diferentes grupos se enxergam dentro do país.

Além disso, os dados contradizem a visão de que a ameaça à coesão nacional em Israel é exclusivamente um problema entre judeus e palestinos. Ao contrário, a pesquisa destaca que uma porcentagem substancial de árabes também se identifica fortemente como parte integrante do país, indicando uma perspectiva mais complexa e multifacetada.

A análise desses resultados também lança luz sobre o papel do Hamas nesse contexto. O aumento no sentimento de pertencimento não se limita apenas à comunidade judaica, sugerindo que a ameaça percebida não é dirigida exclusivamente contra os judeus. Este fenômeno desafia a narrativa de que a questão é uma guerra contra o povo palestino em sua totalidade.

Em resumo, o aumento notável na identidade nacional em Israel, especialmente entre os árabes, destaca a complexidade das percepções dentro do país. Este fenômeno sugere que as dinâmicas em jogo vão além da polarização tradicional e desafia narrativas simplistas sobre a natureza do conflito na região.

Fonte: The Israel Democracy Institute

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